Você iria à uma loja vazia no shopping? A partir de agora, você tem um belo motivo para visitar uma!

Neste mês, O Shopping Metrô Tucuruvi inaugura a Loja de Doação By Casas André Luiz, que receberá doações de roupas, calçados, brinquedos, livros, produtos de higiene pessoal, alimentos não-perecíveis, entre outros itens.

“A parceria com o Shopping Metrô Tucuruvi nos deixa felizes e esperançosos”, comemora Luzia Margareth Pummer, diretora-tesoureira das Casas André Luiz. “Essa iniciativa faz toda a diferença, pois nossa instituição depende totalmente de doações para a continuidade dos trabalhos sociais”, acrescenta.

Todo material arrecadado será vendido posteriormente pelo Mercatudo, rede de bazares permanentes que rentabiliza as doações e reverte o valor para o tratamento de pacientes atendidos pela instituição.

“A loja inicialmente é um espaço vazio, todo branco, à espera das doações para ser preenchida e assumir uma imagem de loja como reconhecemos”, explica Laís Marques, gerente de Marketing do shopping center.

“Nosso objetivo é chamar a atenção de nossos clientes, lojistas e colaboradores para a importância do ato de doar como forma de contribuir e apoiar quem precisa.”- completa a gerente.

Fundada há 68 anos, as Casas André Luiz atende gratuitamente cerca de 2 mil pacientes que possuem deficiência intelectual. O Mercatudo, que conta com 12 pontos de vendas, distribuídos na Grande São Paulo, Campinas e Sorocaba, é uma das principais fontes de captação para a manutenção do trabalho da entidade.

Vamos doar?

Mais informações:

Quando: até o dia 31 de maio
Onde: Piso 2 do Shopping Metrô Tucuruvi
Horário: das 10h às 22h, de segunda-feira a sábado, e das 14h às 20h aos domingos.
Endereço do Shopping: Avenida Dr. Antônio Maria Laet, 566
Telefone: (11) 3198-0450
Site: http://www.shoppingmetrotucuruvi.com.br/site/

 

Fonte: Razões para Acreditar

Negócios que investem em sustentabilidade têm crescimento

A sustentabilidade está em alta: um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceira com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), revela que 10% das carteiras dos bancos brasileiros já correspondem a empresas que colocam as preocupações socioambientais entre as prioridades. O reconhecimento desse compromisso nos negócios, que pode ser aferido com certificações internacionais também cresce. Dados do Inmetro de abril deste ano mostram que Santa Catarina já ocupa o quinto lugar entre os Estados brasileiros cujas empresas possuem certificação ambiental. São 83 no total. O líder nesse quesito é São Paulo, com 892 companhias registradas.

Para o economista Eduardo Alvares Beskow, pesquisador do Observatório de Sustentabilidade e Governança da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), as empresas só têm a ganhar agregando o conceito de sustentabilidade às marcas. O especialista lista vários fatores que comprovam a tese. O primeiro é de que existem fundos de investimento que só aplicam seus recursos em empresas que possuem relatório de sustentabilidade, respeitam as diretrizes para a preservação ambiental, utilizem energias renováveis etc. Nesse sentido, as companhias que queiram atrair novos capitais, já começariam com vantagens.

O segundo ponto observado pelo economista é o custo. Investir na utilização de menos água e energia, em matéria-prima reutilizada, e na redução da distância do transporte de mercadorias significa uma redução significativa nos gastos da empresa. E a razão mais importante para que os empreendedores se sintam impulsionados a abrir um negócio sustentável, sem dúvida, é o investimento a curto e longo prazo no bem-estar global.

É fundamental, no entanto, ressaltar que o termo sustentável não está atrelado apenas à natureza. A questão social, muitas vezes, passa despercebida. Doutora em Direito Ambiental pela UFSC, Fernanda Medeiros resume o conceito de sustentabilidade aplicado ao empreendedorismo como a busca constante entre o crescimento econômico e o devido cumprimento das normas de proteção do ambiente e do respeito ao trabalhador.

Modelos que inspiram

Estar de acordo com as normais ambientais e sociais também não garante a lucratividade. Para quem ainda não abriu o próprio negócio, o economista Eduardo Beskow recomenda a pesquisa de modelos de empresas que já realizam ações sustentáveis na fabricação de produtos ou na prestação de serviços e a adaptação dessas ações para as suas novas empresas.

– Diversos negócios podem ser rentáveis e sustentáveis. Qualquer atividade de produção orgânica, que utilize os recursos locais e que esteja de acordo com a legislação ambiental, fornecerá um produto saudável, inovador, além de contribuir com a saúde e a qualidade de vida das pessoas – sugere Beskow.

Garimpo no lixo que vira matéria-prima de design

Guilherme Almeida trabalhava em um dos maiores escritórios de design de São Paulo há cerca de um ano. Cansado do ritmo da metrópole e das pressões da profissão de publicitário, optou por abrir mão do alto salário, mudar para Florianópolis com a família e abrir o próprio negócio. Gastou cerca de R$ 10 mil em ferramentas para construir uma oficina no mesmo terreno da casa onde vive e retomou uma paixão antiga: a de criar produtos juntando técnicas de marcenaria e design. Assim, nasceu a Less.

Além do trabalho nas peças ser feito de forma artesanal, o diferencial da marca é o uso de matéria-prima reutilizada, como garrafas de vidro e peças de madeira encontradas em depósitos de reciclagem ou mesmo no lixo. O ofício de Almeida consiste em garimpar bons materiais nas ruas para a base das peças e transformá-los, de forma minuciosa, em porta-discos, luminárias, relógios e posters.

Para o empresário paulista, a proposta sustentável da Less reflete a preocupação de manter a coerência entre o negócio e o jeito com que leva a vida pessoal.

– O meu dia a dia é sustentável. Eu me preocupo em separar o lixo que produzo em casa, em economizar água e energia. A minha empresa não daria certo se não fosse coerente com o meu estilo de vida, observa o empreendedor.

A Less vende cerca de 40 peças por mês para todo o Brasil e algumas encomendas são negadas porque a empresa não dá conta da demanda. Por isso, entre as metas imediatas do empresário está a contratação de funcionários.

O gaúcho Paulo Rodriguez, o cearense Márcio Holanda e a portuguesa Ana Ruivo também escolheram Florianópolis para empreender na área sustentável. A dupla de brasileiros deu início à Baixo Impacto Arquitetura em 2006, com o foco em desenvolver empreendimentos ecológicos e bioconstruções em lotes urbanos, rurais, sítios, condomínios e ecovilas. Surpresos com o aumento significativo da busca por construções verdes a partir de 2012, convidaram a arquiteta estrangeira para fazer parte da equipe durante um projeto da Organização das Nações Unidas (ONU) em São Tomé e Príncipe, na África, onde atuaram juntos.

Mesmo com a questão da sustentabilidade em alta, o trio lembra que muitos clientes procuravam a empresa com o intuito de construir ou reformar segundo o padrão convencional.

– No início, tínhamos que fazer todo um trabalho de convencimento dos clientes, sugerindo técnicas simples como captação de água da chuva, saneamento ecológico, coberturas ajardinadas. Aos poucos, sentimos que já temos uma clientela que nos procura especificamente para construções mais sustentáveis, comenta a sócia Ana Ruivo.

Expansão orgânica

Por mais que a crise econômica tenha afetado a construção civil, ela não freou os planos dos arquitetos de expandir o negócio. A maior parte dos clientes procura a empresa para a construção de residências, mas os projetos de escolas, centros culturais e empreendimentos turísticos estão a todo vapor. Outro aspecto que comprova o sucesso da empresa é a quantidade de clientes fora de Santa Catarina. A Baixo Impacto Arquitetura já desenvolve seus projetos no Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e, mais recentemente, no Ceará.

Em relação aos custos, o trio de empreendedores esclarece que as construções sustentáveis costumam ser mais baratas que as convencionais. Mesmo que o valor de investimento não seja o grande atrativo de clientes no primeiro momento, acaba sendo quando a conta é feita no longo prazo. Ana Ruivo garante que a empresa busca o aproveitamento dos recursos energéticos naturais. No futuro, isso significa não só economia para a natureza, mas para o bolso.

O que é a economia verde?

O conceito de economia verde foi criado a partir de encontros internacionais como a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, Eco 92, realizada no Rio de Janeiro. O termo significa, em linhas gerais, o alinhamento entre o meio ambiente e a economia. Ou seja, entende que o desenvolvimento dos países deve ser baseado na baixa emissão de carbono, na eficiência da utilização dos recursos e na inclusão social.

Fonte: DC

Este shopping na Suécia só vende produtos reciclados

A Suécia é reconhecidamente um dos países com melhor gestão de lixo do mundo. Não à toda, o país nórdico possui um shopping inteiramente voltado para produtos reciclados e recuperados.

Inaugurado em 2015, o ReTuna fica na cidade de Eskilstuna, a 100 quilômetros de Estocolmo. O centro comercial funciona de três formas:

Em parte, é um depósito de reciclagem, onde os visitantes podem descartar móveis ou roupas que não usam mais. Os funcionários locais classificam os itens recebidos e decidem o que pode ser distribuído às lojas do shopping para ser reaproveitado.

(ReTuna/Reprodução)

A outra parte é a experiência de compra. O ReTuna possui 15 lojas, que comercializam móveis para decoração, utensílios domésticos, eletrônicos remodelados, artigos esportivos e de vestuário. Além disso, há um restaurante com menu de alimentos frescos e de origem sustentável e instalações para conferências.

(ReTuna/Reprodução)

A terceira parte, e talvez a mais bacana de todas, é a vocação educacional do espaço. Várias dessas lojas também funcionam como showrooms “faça você mesmo”, onde os clientes podem aprender tarefas como reparar itens domésticos, customizar roupas ou criar suas próprias luminárias.

Os visitantes também podem se inscrever em um programa de design, reciclagem e reúso com duração de um ano. O shopping é uma parceria entre o governo municipal, organizações sem fins lucrativos e empresas locais.

Fonte: Exame

 

Brasileira ganha prêmio internacional ao criar sistema de dessalinização de água com grafeno

Tido como uma matéria-prima revolucionária, o grafeno é um derivado do carbono, extremamente fino, flexível, transparente e resistente (200 vezes mais forte do que o aço). Considerado excelente condutor de eletricidade, é usado para a produção de células fotoelétricas, peças para aeronaves, celulares e tem ainda outras tantas aplicações na indústria.

Por ser considerado um dos materiais do futuro, ele foi escolhido como tema do Global Graphene Challenge Competition 2016, uma competição internacional promovida pela empresa sueca Sandvik, que busca soluções sustentáveis e inovadoras ao redor do mundo.

E a brasileira Nadia Ayad, recém-formada em engenharia de materiais pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), do Rio de Janeiro, foi a grande vencedora do desafio. Seu projeto concorreu com outros nove trabalhos finalistas.

Nadia criou um sistema de dessalinização e filtragem de água, usando o grafeno. Com o dispositivo, seria possível garantir o acesso à água potável para milhões de pessoas, além de reduzir os gastos com energia e a pressão sobre as fontes hídricas.

“Com a crescente urbanização e globalização no mundo e a ameaça das mudanças climáticas, a previsão é de que num futuro não muito distante, quase metade da população do planeta viva em áreas com pouquíssimo acesso à água”, afirma Nadia. “Há uma necessidade real de métodos eficientes de tratamento de água e dessalinização. Pensei que a natureza única do grafeno e suas propriedades, incluindo seu potencial como uma membrana de dessalinização e suas propriedades de peneiração superiores, poderiam ser parte da solução”.

Como prêmio, a estudante carioca fará uma viagem até a sede da Sandvik, na Suécia, onde encontrará pesquisadores e conhecerá de perto algumas das inovações e tecnologias de ponta sendo empregadas pela empresa. Ela visitará ainda o Graphene Centre da Chalmers University.

Esta não será a primeira experiência internacional de Nadia. A engenheira brasileira já tinha participado do programa do governo federal Ciências Sem Fronteiras, quando estudou durante um ano na Universidade de Manchester, na Inglaterra. Agora ela pretende fazer um PhD nos Estados Unidos ou Reino Unido, pois acredita que, infelizmente, terá mais oportunidades para realizar pesquisas no exterior do que no Brasil.

Artigo publicado originalmente em Conexão Planeta

Foto: Divulgação Global Graphene Challenge Competition

Minas Gerais instala usina capaz de gerar eletricidade a partir do lixo

A cidade de Boa Esperança, em Minas Gerais, está prestes a fazer história. O município vai receber a primeira usina do Brasil a gerar eletricidade a partir de resíduos sólidos – sem incineração.

O grande diferencial do empreendimento é que ele não vai queimar o lixo – processo que gera uma grande quantidade de emissões para atmosfera. Em vez disso, produzirá energia elétrica a partir da gaseificação dos resíduos sólidos, uma tecnologia nacional que, segundo a empresa responsável, tem taxa de emissão de poluentes baixíssima.

Comandada pela Furnas Centrais Elétricas, a obra deve ser entregue ainda em 2017, para que a usina comece a operar já em 2019. Os primeiros testes foram feitos com sucesso em uma planta menor no município de Mauá, no interior de São Paulo.

A ideia é que a nova usina seja interligada à rede da CEMIG (Companhia Energética de Minas Gerais), a fim de garantir o fornecimento de energia elétrica às instalações públicas da cidade. Segundo a Furnas, o empreendimento tem capacidade para gerar 1 MW de eletricidade/mês, podendo suprir até 25% da demanda energética do município.

Além de reduzir os gastos com energia elétrica, a prefeitura vai dar jeito em um outro grande problema das cidades: a geração de lixo, uma vez que toda a produção de resíduos sólidos será destinada à usina.

Se o projeto tiver tanto êxito quanto esperam os envolvidos, a intenção é expandi-lo para outras cidades do país.

Publicado Originalmente em EcoGuia.net

 

Marca transforma retalhos de tecidos que iriam para o lixo em acessórios estilosos e sustentáveis

Quem é apaixonado por peças vintages e levanta a bandeira do consumo consciente tem muitos motivos para celebrar a chegada da Vintax ao mercado da moda. As peças da marca brasileira de slow fashion, como gravatas (borboleta, charutinho e slim) e suspensórios, são feitas com retalhos de tecidos que iriam para o lixo.

Gabriel Bastos, de 26 anos, é quem está por trás da grande ideia. Formado em Relações Públicas, Bastos explica que cada peça da Vintax é única e tratada como um obra de arte. “Nenhuma fica exatamente igual à outra. Cada tecido que conseguimos é algo que está deixando de ir pro lixo, muitas vezes”, disse Gabriel ao Flollow The Colours.

O cartão de visita da Vintax é um lindo ensaio fotográfico com idosos do Asilo Padre Cacique, em Porto Alegre, usando as peças da marca. Olha só:

Post publicado originalmente em Razões para Acreditar

Imagens: Divulgação

 

 

Projeto instala comedouros para animais de rua em SP; saiba como ajudar

O “AlimentaCão” consiste na instalação e monitoramento de comedouros/bebedouros nas ruas de Americana, no interior de São Paulo.

O projeto que tem apoio da prefeitura, está em funcionamento desde março e já possui três pontos instalados em áreas públicas com maior número de animais abandonados.

Os kits de comedouros/bebedouros que são canos de PVC adaptados têm capacidade para 4 kg de ração, que deve ser reposta diariamente.

 O financiamento do “AlimentaCão” é realizado por empresas da iniciativa privada e por voluntários.

Como participar

Voluntários e patrocinadores que desejam participar do AlimentaCão devem preencher o formulário disponível no site do projeto ou no aplicativo.

Depois de passar por uma entrevista e assinar termo de compromisso em monitorar o ponto, uma equipe fará uma visita técnica ao local antes de realizar a instalação.

“O ponto é custeado pelo mantenedor ou empresa apoiadora”, informa o site.

Cada ponto custa em torno de R$ 80,00 e pode ter custo adicional se houver a necessidade de cobertura para o local escolhido.

A manutenção do ponto

Depois que o voluntário ou empresa comprou o kit que já foi adequadamente instalado:

“A manutenção, limpeza, troca da água e abastecimento são feitos pelo tutor ou mantenedor, que poderá solicitar ajuda da população vizinha ao ponto instalado.” Por meio de doações de ração de moradores para manter os comedouros e apoio de petshops, clínicas veterinárias e empresas especializadas em produtos agrícolas, a iniciativa deve ser ampliada e novos pontos serão instalados pela cidade.

O que você achou da ideia?

Se você gostou da inciativa, compartilhe!

Artigo originalmente publicado em Awebic.

Página em resposta a jogo Baleia Azul lança desafios de valorização da vida

“Com uma caneta rosa, escreva na pele de uma pessoa quanto a ama”; “Pense na situação que te deixou mais feliz na sua vida… Pensou? Agora aproveite essa lembrança. ;-)”. São desafios desse tipo que a página Baleia Rosa propõe aos internautas como uma resposta positiva ao jogo suicida que tem dado o que falar nos últimos dias.

“Eu fiquei muito impressionada quando soube desse jogo. Eu e um amigo decidimos então criar essas atividades que fossem positivas, que ajudassem na autoestima das pessoas. A gente queria incentivar as pessoas a fazerem bem para outras”, conta a idealizadora da iniciativa, uma publicitária de 30 anos que preferiu não se identificar porque tem recebido muitas mensagens e não quer dar um rosto à baleia.

Criada no dia 13, a página já tem cerca de 2 mil seguidores e está gerando uma corrente do bem entre os usuários que, além de compartilhar os desafios, tiram fotos e postam nos comentários para provar que cumpriram as missões.

Além dos compartilhamentos, a página também tem recebido muitas mensagens de adolescentes pedindo ajuda. Por isso, a dupla de criadores buscou uma psicóloga que está respondendo às mensagens mais complexas. Eles estão surpresos com a repercussão, mas felizes. “A gente quer que isso se espalhe, que vire algo bom para as pessoas, que possa ajudar essas crianças”.

 

Fonte: Uol

Imagem: Reprodução

19 de Abril, o Dia do Índio

A comemoração do dia do Índio faz homenagem a uma ampla diversidade de povos que tiveram papel fundamental na formação cultural e étnica da população brasileira. Estando aqui muito tempo antes dos colonizadores europeus e dos escravos africanos, a população indígena desenvolveu uma rica cultura formada por diversos costumes, línguas e saberes que ainda se mostram vivos no interior da sociedade brasileira.

O processo de instalação dos índios em nosso território é compreendido a partir das teorias que discutem a ocupação do continente americano. Segundo algumas pesquisas, os primeiros grupos humanos que aqui chegaram eram provavelmente oriundos de regiões da Ásia e da Oceania. Com o passar dos séculos, essas populações se espalharam pela América e, consequentemente, deram origem a uma infinidade de civilizações e culturas.

Ao longo da colonização, a relação entre os índios e os europeus foi visivelmente marcada pela lógica do conflito. Muitos colonizadores ambicionavam explorar a mão de obra indígena através da escravização desses povos. Sob o aspecto cultural, os índios sofreram um processo de aculturação promovido pela ação catequizadora dos padres jesuítas. Durante boa parte de nossa história, o índio era visto como uma figura “selvagem” ou “infantil” que precisava ser necessariamente “civilizada”.

Somente no século XX, algumas políticas começaram a ser implantadas no sentido de promover a integração dos índios à sociedade brasileira. Apesar das boas intenções percebidas nesses esforços, muitos dirigentes e representantes do Estado não conseguiam ver uma política adequada que efetivamente respeitasse as peculiaridades que constituem a população indígena. Por muito tempo, o índio foi colocado sob a tutela do governo, configurando uma espécie de “cidadão menor”.

Atualmente, vários dispositivos legais procuram garantir uma série de diretos aos povos indígenas do Brasil. No entanto, os índios ainda sofrem com o interesse de fazendeiros, madeireiros e garimpeiros que tentam explorar as suas terras em benefício próprio. Em meio a esse conflito, o contato dessa população com os índios promove uma série de mudanças que vão desde a instalação de epidemias, até a mudança nas relações socioculturais que anteriormente organizavam esses povos.

De fato, o dia 19 de abril não serve apenas para celebrarmos a contribuição ancestral dos índios na formação da sociedade brasileira ou a necessidade de conservarmos a cultura indígena. Devemos primordialmente salientar a urgente demanda de se enxergar o índio como um cidadão que tem o direito de determinar o seu próprio destino. Não cabe à sociedade capitalista ou aos governos orientar as escolhas desse povo que há tanto tempo aqui se estabeleceu.

Por: Rainer Sousa

Fonte: Mundo Educação

Imagem: Brasileirinhos

10 Práticas da Arquitetura Sustentável para Aderir

A sustentabilidade está em pauta em diversos segmentos, e na arquitetura não seria diferente. Não é difícil achar projetos que já saem da planta equipados com tecnologias e atitudes verdes. O estilo de vida sustentável em casa começa desde a construção do imóvel até o dia a dia dos moradores. Durante a Expo Arquitetura Sustentável, evento realizado entre os dias 4 e 7 de abril, em São Paulo, o consultor de sustentabilidade para construções, Silvio Luiz Gava, falou sobre as principais tendências do tema e como adotá-las.

1. Se adeque às leis
O descarte inadequado de lixo é um dos inimigos da sustentabilidade. Para combater o problema, há a Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei em vigor desde 2010 e que vale tanto para as empresas quanto para os cidadãos. Por isso, uma construção sustentável é aquela que está, antes de tudo, seguindo as normas nacionais que regem desde o reaproveitamento dos materiais descartados que possam ser reciclados ou reutilizados, até a destinação correta dos resíduos para lixões ou aterros. Como resultado, existe menos impacto ambiental e uma economia em dinheiro, já que evita desperdícios e possíveis multas por descumprimento da lei;

2. Poupe a natureza
Nos centros urbanos existe o alerta de que recursos naturais estão cada dia mais escassos. Para preservar a água, o solo e a vegetação, algumas alternativas são essenciais: é possível incluir no projeto uma cisterna para armazenar água da chuva, não usar químicos na horta doméstica e adotar painéis solares para geração de energia de forma menos poluente, entre muitas outras possibilidades;

3. Obra econômica
Calcule bem os materiais que vai utilizar na obra para que não sobre nada. A gestão desta etapa rende ganhos no orçamento final e reduz os resíduos e sobras;

4. Aposte na tecnologia
Há diversas soluções em sustentabilidade no mercado e a cada dia surgem podutos que são aliados desta prática.  A lista é imensa, e vai desde revestimentos à base de materiais reciclados até lâmpadas que reduzem o consumo energético. Mas antes de correr para a primeira loja, verifique o que se adapta ao seu estilo de vida e pesquise bastante sobre os benefícios para a sua casa. “Instalei lâmpadas LED na minha casa toda, mas não tive um retorno significativo na conta de luz. Talvez o gasto de energia maior seja em outros equipamentos. Também coloquei no piso da área externa piso de plástico que imita madeira. Aquilo queima a pele com o atrito. Então o ideal é analisar direito se vale para a sua realidade”, explica Silvio. Preocupado com o preço? O especialista dá a dica de que nem todas essas tecnologias custam um absurdo. Às vezes, uma simples pecinha trocada muda muita coisa;

5. Reutilize
Há vários materiais de demolição que podem ser reutilizados, como madeiras, cerâmicas e metais. Há empresas especializadas nesse tipo de “garimpo”, mas você também pode ir à caça em obras e locais onde há entulhos. Muita coisa boa é jogada fora e pode integrar novos projetos arquitetônicos! Móveis e eletrodomésticos podem ter vida útil mais longa. Será preciso comprar tudo novo e gerar mais impacto no meio ambiente? Leve isso em consideração antes de ir às compras;

6. Crie indicadores 
Quando se cria indicadores para monitorar o andamento da construção ou o consumo da casa em geral, é possível saber o que está sendo feito corretamente e o que não está. Não existe fórmula pronta, já que cada casa tem a própria demanda. Silvio orienta a olhar as contas de luz, de água e de telefone de três anos para tentar monitorar e identificar se houve aumento no consumo. Assim é possível evitar “vazamentos” nas contas de casa. Essa também é uma forma de saber se as tecnologias sustentáveis adotadas estão dando o resultado esperado;

7. Estimule a sustentabilidade
As atitudes de apenas um morador não fazem a casa ser sustentável. Estimule todos com quem compartilha o espaço a se engajarem nas atividades sustentáveis , desde os familiares, até amigos e funcionários. Na obra, por exemplo, deixe claro para os pedreiros e arquitetos que as atitudes sustentáveis fazem parte dos planos da casa nova, a fim de que eles não desperdicem materiais de construção ou peça que separem o que poderá ser reaproveitado e o que vai para o lixo, por exemplo;

8. Veja se tudo isso é economicamente viável
Para ser sustentável, a casa não pode dar prejuízos. Verifique em quanto tempo as tecnologias “se pagam” após a compra. É uma forma de checar se são viáveis economicamente. “É preciso que a sustentabilidade entre num projeto como meta, para gerar ganhos para a moradia”, explica Silvio;

9. Faça a economia girar
A economia compartilhada é um caminho sem volta! Existe algum cômodo sem uso no seu imóvel? Anuncie-os em sites de aluguel do espaços na internet. A plataforma ajuda a fazer com que o espaço ocioso deixe de ser um custo para virar fonte de renda.  Se o que você tem é um terreno desocupado, verifique se é possível instalar na área um sistema de captação de água da chuva para usar em outros imóveis, ou até mesmo um espaço de geração de energia solar;

10. Certificações
Hoje existem vários selos que enquadram um prédio ou uma casa na categoria “sustentável”. Antes, essas certificações eram disponibilizadas apenas para prédios comerciais, mas no caso de residências existem iniciativas como a Leed For Homes e o Selo Casa Sustentável.

Fonte: Revista Casa e Jardim

Foto Divulgação/Projeto Blue Sol