Como 5 países fazem a diferença contra o aquecimento global

Uma recente pesquisa publicada no periódico Science sobre o clima, indica resultados negativos, como o aquecimento dos oceanos 40% mais rápido do que se pensava. Segundo declarações realizadas em 2018 por cientistas da ONU, esse aumento das temperaturas pode causar diversas tragédias até 2040, como inundações, secas, falta de alimentos e incêndios.

Como a comunidade global não adota ações drásticas para melhorar esses pontos, alguns países têm feito suas contribuições ao planeta, segundo o Good Country Index (Índice dos Bons Países), que mede o impacto de cada país no mundo.

Os países europeus estão no topo dessa lista, entre os 10 países que mais se preocupam e tomam atitudes para reduzir seu impacto negativo no meio ambiente.

Conheça o que alguns países fazem em benefício do planeta:

Noruega – Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 1

Ocupando o topo da lista está a Noruega, líder mundial em diversas iniciativas ambientais, incluindo a maior taxa de adoção de carros elétricos do mundo.

Sua capital Oslo foi nomeada pela Comissão Europeia como a Capital Verde da Europa em 2019, por restaurar seus canais; investir em bicicletas e transporte público; e por sua estratégia financeira climática inovadora, que torna a emissão do dióxido de carbono rastreáveis, como fundos financeiros. A cidade também tem trabalhado para barrar carros no centro, tirando estacionamentos e tornando as áreas mais amigáveis para pedestres e ciclistas, investindo na infraestrutura de ciclovias.

Portugal – Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 3

Portugal é o terceiro colocado no ranking, e foi pioneiro no investimento em uma rede inteira de abastecimento de carros elétricos e incentivo aos cidadãos a instalarem painéis solares e energia renovável com preços mais baixos, além de dar a oportunidade de vender a energia de volta ao sistema. Muitas casas também possuem bombas que transformam água da chuva em água potável.

Reciclar e compostar são ações muito comuns em Portugal, com lixeiras específicas em cada bairro, incluindo uma para baterias. A educação tem um enorme papel nessa transformação, com aulas voltadas ao meio ambiente, frequentemente realizadas em parques os locais próximos a natureza.

Equipamentos de captação de energia eólica podem ser vistos na sua fronteira com a Espanha, e também hidrelétricas nos lagos para coletar energia da água. O barateamento dessas condições naturais favorece o uso dessas energias renováveis.

Devido a subidas e descidas na capital portuguesa, o incentivo a adoção de bicicleta não é tão forte como em outras capitais europeias, mas existem outros modos sustentáveis de transporte que estão se tornando populares, como o aluguel do patinete elétrico.

Uruguai – Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 15

No topo da lista dos países sul-americanos no índice Planeta & Clima e considerado um dos destinos mais éticos por causa de políticas socioambientais, o Uruguai se tornou um líder global de energia sustentável.

Por não possuir reservas de petróleo, o país estava gastando muito dinheiro na sua importação, por isso foi aderida a substituição por combustíveis de energia limpa.

Hoje, cerca de 95% da eletricidade vêm de fontes renováveis, a maioria de hidroelétricas, mas também de energia solar, eólica e biocombustíveis, sendo visto como uma mudança radical, já que em 2012 esse nível era de 40%.

O transporte público é em sua maior parte mantido por eletricidade e pode ser encontrado nas grandes cidades. O Aeroporto Internacional de Carrasco, na capital de Montevidéu, também está próximo de ser totalmente sustentável com uma instalação de energia solar fotovoltaica e será o primeiro país da América Latina a ter essa estrutura.

Quênia – Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 26

Em resposta aos efeitos iniciais das mudanças climáticas, como os frequentes períodos de seca, o governo do Quênia está trabalhando para proteger sua economia extremamente dependente da agricultura por meio de um Plano de Mudanças Climáticas, se comprometendo a reduzir suas emissões de gás em 30% até 2030.

Outro esforço é a recente proibição de sacolas plásticas, a fim de proteger principalmente as fontes de águas do país. A proibição se tornou uma das mais estritas do mundo, com punição de prisão e multas altas caso moradores, ou até turistas, sejam vistos carregando uma.

No entanto, não é necessária muita intervenção do governo para proteger o ambiente, pois as comunidades locais têm sistemas tradicionais de proteção ambiental, e eles funcionam.

Nova Zelândia – Posição no ranking Planeta & Clima do índice: 39

Líder da região Ásia-Pacífico, a Nova Zelândia leva a proteção de suas fontes naturais muito a sério, especialmente porque sua agricultura e economia, baseada no turismo, depende disso.

A Nova Zelândia baniu as sacolas plásticas dos supermercados e dificilmente se vê canudos plásticos. Mas o país está entre os principais emissores de carbono per capita principalmente devido a suas emissões de metano por causa da grande indústria de gado e ovelha, assim como uma crescente energia industrial. Devido a isso, o país criou um acordo entre vários partidos no Parlamento para criar um plano para mapear as políticas necessárias para serem neutros na emissão de carbono até 2050.

Via: BBC

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