Profissionais da saúde fazem apelo para população ficar em casa; ato recebe aplausos pelas janelas de todo país

Na tentativa de controlar a disseminação do coronavírus e de proteger a própria vida, médicos de todo o mundo começaram uma campanha para que as pessoas fiquem em casa, na mesma semana o ato ganhou as redes sociais.

A frase usada pelos profissionais em todo o mundo foi ” Estamos aqui por vocês, por favor, fiquem em casa por nós” apelando para a população ficar em casa de quarentena.

foto: Reprodução da internet

A iniciativa tem sido feita ao redor do mundo inteiro, para poder achatar a curva de contaminação da pandemia.

No Brasil, após os médicos aderirem a campanha, profissionais do país inteiro foram aplaudidos pelas janelas de todo território brasileiro.

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Jovem com Síndrome de Down vence câncer e ‘vira’ policial de delegacia em Goiás

Desde criança, Lucas Tadeus de Morais, é apaixonado por segurança

Após superar um câncer na virilha, Lucas Tadeu, portador de tem Síndrome de Down, acompanha como voluntário o dia a dia dos policiais da Delegacia do Idoso e do Deficiente em Anápolis, Goiás.

Quem cuida da delegacia é o delegado Manoel Vanderic, que conheceu Morais cerca de 3 anos atrás.  Na época, a mãe do jovem pediu para o delegado tirar uma foto com o filho, que amava a polícia e tinha um grande sonho de entrar para a polícia.

Eles continuaram conversando depois disso, até que o delegado convidou o jovem para ir à delegacia acompanhar a rotina dos policiais.

“Há umas três semanas ela me mandou uma mensagem por meio de uma rede social contando que ele havia acabado de finalizar um tratamento contra o câncer e perguntou se a proposta ainda estava de pé. Eu disse que sim, e ele veio no outro dia”, contou Vanderic.

A presença de Morais transforma o ambiente da delegacia, leve, alegre e empático, o rapaz passa as tardes ajudando nos atendimentos ao público e nas funções administrativas.

“A presença dele é muito positiva. Humanizou muito o ambiente. […] Foi muito além do que eu esperava, não só com o público externo, mas com o interno. As pessoas ficam mais simpáticas, muito mais tranquilas.”

“Ele está sempre rindo. Se vê alguém triste, ele logo sente e tenta ajudar. Toda empresa, todo órgão deveria ter funcionários assim”, disse o delegado.

A mudança também é sentida pelo agente Laudares. “Ele tem um histórico de superação de doença recente. Vendo ele lá, sempre alegre depois de toda dificuldade da vida dele, faz com que a gente reflita. Percebemos que a gente esquece de ser grato”, contou.

A empresária Luce Anne Pereira, 43, mãe do jovem, conta que o fascínio do filho pelos policiais começou quando ele era pequeno. Orgulhosa, ela fica muito feliz em vê-lo trabalhando na área que tanto ama.

“Ele está muito feliz. Na concepção dele, ele acredita que conseguiu ser o policial e eu sou muito grata pela oportunidade que ele está tendo”, afirmou Pereira.

Em abril do ano passado, Morais foi diagnosticado com um câncer na virilha, sendo submetido a uma cirurgia e fazendo um tratamento quimioterápico em Barretos, SP.

“Foi muito difícil, ele sofreu muito, só quem viveu que sabe. Mas o hospital é só amor e isso ajudou muito. Por exemplo, ele foi vestido de Hulk na primeira sessão de quimioterapia e todo mundo entrou no jogo, pediram autógrafo. […] Lucas teve muito isso de dar valor à vida e não força à doença”, completou.

O câncer está em remissão (fim). Empolgada com recuperação do filho, Pereira procurou o delegado e perguntou se Lucas poderia acompanhar o dia a dia da delegacia.

A resposta foi muito positiva, e Morais começou no dia seguinte.

“O Lucas é muito criativo, muito educado, inteligente, isso é dele. Desde quando ele nasceu faz muito sucesso aonde vai. Ainda mais depois de tudo que ele passou, ele merece tudo isso e muito mais, ser muito feliz, fazer o que ele quiser”, concluiu.

Estudantes desenvolvem dispositivo de garrafa pet que evita alagamentos

Projeto concorre com outros 27 em seletiva para principal torneio de robótica do país, nesta sexta-feira (7), em Brasília

Preocupados com os problemas ambientais que as cidades brasileiras enfrentam, seis estudantes do SESI de Sobradinho trabalham em um dispositivo que coleta resíduos e facilita a limpeza dos bueiros. A equipe, batizada de “Bisc8”, é uma das seis que representa o DF na seletiva regional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League (FLL), que ocorre nesta sexta-feira (7), em Taguatinga. Outros 22 times do Centro-Oeste e do Nordeste também lutam pelas três vagas para a etapa nacional.

Segundo o grupo, a ideia nasceu diante da repetição de um problema que todo ano, na época de chuva, causa transtornos no DF: os alagamentos. Para chegar a um projeto que poderia resolver isso na prática, a estudante Letícia Ferreira de Araújo, de 15 anos, conta que ela e os colegas conversaram com técnicos do Sistema de Limpeza Urbana (SLU). Descobriram, por exemplo, que a empresa chegou a tentar algo parecido, mas desistiu por conta do custo elevado.

“Nosso produto vai ser feito de garrafa pet, um dos materiais que mais tem nos lixos de Brasília. Então, ele vai ter uma durabilidade muito boa. O nosso cesto vai custar 100 reais. O cesto que já existe, com material que enferruja, custa cerca de mil reais”, revela.

“A gente pesquisou bastante para achar um problema que a gente vivenciasse realmente, então vimos os alagamentos. É algo que acontece muito nas cidades-satélites. O principal fator é a quantidade de lixo que fica dentro dos bueiros”, completa Letícia.

Além da Bisc8, outras cinco equipes do DF tentam uma vaga no principal torneio de robótica do país. Taguatinga será representada pela “Albatroid” e pela “Albageek”. O Gama estará presente com as equipes “Legofield” e a “Lego of Olympus”. Sobradinho terá também como representante a “Ohana”, que desenvolve um projeto de filtros de ar para trabalhadores que permanecem em locais com poluição.

Apesar da disputa, a professora Kamila de Sousa, que treina as duas equipes de Sobradinho, conta que o torneiro ensinou aos alunos o valor de se trabalhar em equipe. “A equipe do Gama, por exemplo, estava precisando de ajuda. Aí eles mesmos (os alunos de Sobradinho) se propuseram: ‘Vamos lá ajudar’. Eles ajudaram, mesmo sabendo que estão competindo um contra o outro. Independentemente do resultado, os estudantes têm que ter orgulho do que fizeram”, afirma Kamila.

Imagem: agência do rádio

A competição

O Torneio de Robótica FIRST LEGO League reunirá 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens.

O diretor de Operações do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mol, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, atesta.

Fonte: Agentes do rádio

Foto de mãe cortando cabelo de jardineiro aprovado no vestibular viraliza

Alcyr Ataíde Carneiro trabalha há 23 anos cortando grama. Ele foi aprovado para o curso de enfermagem na UFPA

Foto/Reprodução: Facebook
A imagem que viralizou: Alcyr tem o cabelo raspado pela mãe, de 90 anos

Após o resultado dos aprovados nas universidades federais, na semana passada, uma foto viralizou na internet. Nela, o jardineiro Alcyr Ataíde Carneiro61 anos, tem o cabelo cortado pela mãe, de 90 anos. Sentado, o recém-aprovado na Universidade Federal do Pará, segura uma placa de papelão onde se lê: “Calouro 2020 Enfermagem UFPA”.

A foto em que o filho e a mãe comemoram a aprovação dele em terceiro lugar no curso de enfermagem foi tirada na última quinta-feira (30/1), e em algumas páginas das redes sociais já tem quase 350 mil curtidas.

Em entrevista ao G1, Alcyr contou que se matriculou em um cursinho pré-vestibular em março do ano passado e que dividia a sala com garotos entre 16 e 18 anos. Ele dividiu seu tempo entre os estudos e o trabalho. De domingo a domingo, trabalhava pela manhã e, à tarde, frequentava as aulas do curso pré-vestibular, das 13h30 às 18h. Nesta terça (4/2), Alcyr já deve comparecer para se matricular na Universidade.

“Optei pela educação”

“Cheguei ao ponto de pensar que havia duas saídas: ganhava na Mega-Sena, o que é quase impossível, ou vencia através do estudo. Optei pela educação, porque além de obter sucesso, terei conhecimento, e isso não tem preço!”, contou ao site.

Alcyr vive com a mãe em uma casa de madeira alugada no bairro do Coqueiro, em Belém (PA). O exemplo de superação de Alcyr gerou muitas reações positivas nas redes sociais. Pessoas parabenizando o calouro e até outras histórias de conquistas em vestibulares pelo Brasil estão entre os comentários da postagem.


Fotos/Reprodução: Facebook

Fonte: Estado de Minas

Ex-morador de rua vence vício nas drogas e passa no vestibular

Após anos de luta, o ex-morador de rua Eulles Nathan Souza, 27 anos, largou o vício nas drogas e abraçou os estudos. Ele acaba de ser aprovado no vestibular para o curso de Ciências Sociais na Universidade Estadual de Londrina (UEL).

“Estou animado para que as aulas comecem. Vou fazer o meu melhor”, garante o rapaz. As aulas começam em março.

Aos 9 anos, Eulles perdeu a mãe. Aos 21, o pai. A morte deixou o rapaz muito abalado. “Meu pai ficou acamado por um período e eu acompanhei todo seu sofrimento. Depois que ele morreu fiquei depressivo e foi nessa época que comecei a usar drogas, todos os tipos de drogas. Nem vou citar porque são muitas”, explica.

Foto : Reprodução/TNOnline

Foram quase sete anos de luta contra o vício. O jogo começou a virar quando Eulles passou a frequentar o polo da Universidade Aberta do Brasil (UAB), em Apucarana (PR), que conta com um Centro de Atendimento Psicossocial.

Com o apoio de uma equipe multidisciplinar, ele recebeu um incentivo extra para ficar limpo e fazer o vestibular. Eulles passou no processo seletivo e agora conta os dias para o início do ano letivo.

“Primeiramente a pessoa deve lutar por ela mesma e acreditar que tem um valor. Depois, é pensar em estender isso para as outras pessoas. O segredo é se sentir útil e poder fazer algo de bom para as pessoas”, acredita.

Fonte: Tem Londrina

Jovem enfrenta o fogo e salva 9 coalas na Austrália: ‘Só quero ajudar esses animais’

A Austrália vive um momento turbulento de sua história: uma série de incêndios florestais, que começaram em setembro do ano passado, tem destruído a vegetação nativa e afugentado milhões de animais silvestres.

O fenômeno é natural, causado pela combinação de temperaturas altas (na casa dos 40º C) e pouquíssima chuva, que deixa a vegetação seca. Os ventos fortes advindos dos oceanos agravam a situação, espalhando os focos de incêndio por todo o continente.

Em meio a esse drama, incontáveis histórias de união e ajuda mútua têm surgido nas redes sociais. A cantora Pink, por exemplo, que nasceu na Austrália, anunciou a doação de R$ 2 milhões para combater os incêndios.

Recentemente, um rapaz de 22 anos desafiou o fogo e colocou sua vida em xeque para salvar nove coalas que seriam consumidos pelas chamas que atingem Victoria, no estado de Gippsland.

Patrick Boyle adentrou na floresta carbonizada de eucalipto em Mallacoota, uma pequena cidade do condado.

Ironicamente, Patrick é caçador. Ao ver os animais em apuros, ele não pensou duas vezes em ajudá-los.

“Encontrei instantaneamente um coala machucado. É impressionante como eu os encontro facilmente. Mas mais de dez já estavam mortos”, afirmou o jovem ao site neozelandês Stuff.

Os coalas resgatados foram encaminhados para um abrigo de animais.

“O local está repleto de coalas e outros animais silvestres em todo o salão e no quintal. Eles têm muito pouco recurso, então qualquer ajuda que as pessoas possam dar é excelente”, afirmou o rapaz.

Patrick aproveitou a entrevista para conclamar a população australiana a se engajar na luta contra os incêndios. Para ele, não basta ser ativo nas redes sociais: é preciso arregaçar as mangas.

“Sou caçador, uma das últimas pessoas que outros esperariam que ajudaria esses animais. Agricultores, caçadores e trabalhadores são os que estão por aí realmente realizando ações agora”, disse.

Fonte: Razões para acreditar

Alunos fazem rifa para ajudar professor que está há 2 meses e meio sem receber

Que prazer ter o trabalho reconhecido e admirado! Linda atitude dos alunos 

O professor de artes Bruno Rafael Paiva foi surpreendido pelos alunos da escola em que dá aula na cidade de Brejo Santo, no Ceará, com um gesto que ele vai levar para a vida toda.

Vai fazer dois meses e meio que Bruno, que é formado em música, não recebia o primeiro salário na Escola Estadual de Educação Profissional Balbina Viana Arrais

Ser professor, ao contrário do que muita gente pensa, não é uma vocação, mas uma profissão como todas as outras. Nem por isso os professores são remunerados adequadamente e, quando são, recebem o contracheque com meses de atraso, enquanto as contas não param de chegar.

“Esse mês quando vi que não ia receber depois de um mês e meio de trabalho, vi tudo ficar preto, afundei na depressão preocupado e perdido sem saber como ia pagar as contas e ajudar minha família que está de mudança e com muitas barreiras da vida”, escreveu Bruno no Facebook.

Sabendo da situação financeira do professor e da dificuldade para continuar na escola, uma turma de alunos resolveu ajudá-lo – afinal, quando o Estado é ausente, os professores e alunos tem apenas uns aos outros.

Bruno não é de Brejo Santo, estava dormindo em um local emprestado. Sem contar nada, os estudantes compraram uma cesta de chocolate e fizeram uma rifa. Os estudantes correram que “nem doidos pra poder vender todas na escola e arrecadar 400 reais para me ajudar”.

No dia da surpresa, os alunos fizeram uma espécie de gincana com o professor. Em duplas, eles escreverem numa folha de caderno pedidos de desculpas para Bruno, por serem bagunceiros, muitas vezes, e coisas assim. Bruno andou a sala toda para ler os pedidos e em voz alta. Você também pode ajudar a sua causa preferida por meio do programa Causas Visa. Inscreva-se já e comece a ajudar.

professor sala aula
Antes da surpresa, muitos pedidos de desculpas

Até que ele leu um bilhete que estava dentro de uma caixinha sobre a sua mesa. Desta vez, não se tratava de um pedido de desculpas, mas da surpresa que os estudantes tinham planejado: os 400 reais arrecadados com a venda das rifas estavam lá. A emoção tomou conta de Bruno, que agradeceu e depois foi abraçado pela turma.

“Eu fiquei paralisado quando abri a caixa. Eu nunca me senti daquele jeito na minha vida, algo por mim. Foi muito lindo!”, disse Bruno ao Razões para Acreditar. O professor disse ainda que vai receber um dos salários atrasados no próximo mês.

O vídeo já tem mais de 330 mil visualizações10 mil curtidas e 11 mil compartilhamentos. Confira:

Leia o post na íntegra:

“Não sou de postar emoções pessoais. Mas essa foi muito forte e decidi dividir com amigos.
Hoje quando entrei na sala do 1° #Edificações, a sala que mais dou aula e a mais danada kkkk, tive uma surpresa que realmente não estava preparado.
Vai fazer dois meses e meio que dou aula e ainda não recebi nem mesmo o primeiro salário. Vida de professor não é fácil. O estado faz você trabalhar muito pra receber tudo de uma vez e você precisa segurar as pontas sozinho. Esse mês quando vi que não ia receber depois de um mês e meio de trabalho, vi tudo ficar preto, afundei na depressão preocupado e perdido sem saber como ia pagar as contas e ajudar minha família que está de mudança e com muitas das barreiras da vida. Esses alunos ficaram sabendo da minha situação financeira, minha dificuldade pra continuar na escola e por estar até dormindo em local emprestado já que não sou da cidade de Brejo santo, e sem me contar nada, correram atrás de comprar uma cesta da cacau show, fazer uma Rifa, correr que nem doidos pra poder vender todas na escola e arrecadar 400 reais para me ajudar.
Tenho muitas salas que amei de coração ser professor, mas nunca nenhuma sala demonstrou tamanho amor, ajuda e carinho por meu trabalho de professor como o 1° #Edificações fez hoje. São alunos como eles, que me fazem ainda acreditar na Educação do país, acreditar no amor ao próximo, na compaixão de se colocar no lugar do próximo, e acreditar principalmente, no respeito e amor do aluno para com o #Professor de sua escola.
MUITO OBRIGADO 1° EDIFICAÇÕES!!!
VOCÊS SÃO O FUTURO QUE EU QUERO SEMPRE ACREDITAR
😁🙏❤❤❤❤❤

PS: Se pudesse compartilhava esse vídeo pra todo Brasil ver que existem sim muitos alunos que respeitam, amam e são gratos ao professor que tem na sua escola. Quem quiser pode compartilhar ^ ^

PS 2: Desculpem a cara de chorão parecendo uma criança de 8 anos. kkkkkkkkk”

Créditos: Razões para acreditar.com

Brasileira lança aplicativo para alfabetização de crianças com autismo

Com sua fundação nos Estados Unidos, ela desenvolveu um jogo interativo que estimula a compreensão e desenvolvimento da linguagem, um dos maiores desafios para aqueles que convivem com os autistas.

Familiares e educadores que lidam com autistas recebem uma boa notícia neste 2 de abril, data em que se celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Eles agora podem contar com um pequeno ajudante na estimulação da linguagem e alfabetização das crianças portadoras do transtorno do espectro autista (TEA), o Brainy Mouse (Rato Inteligente ou Rato Atrevido). Trata-se de um aplicativo para celulares e tablets (disponível para android e iOS), em formato de jogo, que de forma lúdica auxilia os pequenos neste processo de aprendizagem.

A brasileira Ana Sarrizo, presidente da Brainy Mouse Foundation, criou o aplicativo após 4 anos de pesquisa. Os resultados em grupos testes com crianças de Belo Horizonte e São Paulo têm sido muito satisfatórios. No mês passado, foi lançada uma versão em inglês e, agora, disponibilizam a versão em português.

O objetivo do jogo é trabalhar o desenvolvimento da linguagem porque este é justamente um dos maiores desafios para a educação dos autistas, no mundo inteiro. O jeito como pensam, assimilam e compreendem o mundo a sua volta é peculiar de tal forma que muitas vezes nem mesmo os familiares ou os educadores estão preparados para lidar.

“Imagine as dificuldades que já enfrenta um adulto autista, em um mundo que não está preparado para lidar com suas diferenças. Agora imagine um adulto autista e que ainda por cima não sabe ler e escrever”, explica a criadora do aplicativo Ana Sarrizo.

Estima-se que 3 milhões de brasileiros são autistas. Este dado é um reflexo do estudo divulgado pelo Center of Control and Prevetion, órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, que aponta a incidência de 1 a cada 68 crianças. Além dos desafios da doença, o maior entrave ainda é o preconceito. Vem dar uma olhada na interface do jogo e se encante:

Como funciona

O game trabalha a leitura da esquerda para direita, formação de palavras usando sílabas, interação com cores, sons e outros “dispositivos cognitivos”, que ajudam o usuário a trabalhar seu desenvolvimento de forma lúdica. De forma bem interativa, a criança pode customizar seu ratinho, além de ser desafiada a conseguir “cheesecoin”, uma espécie de moeda virtual.

Uma das principais apostas do game é o dispositivo chamado “Rato Amigo”, que tem como objetivo trabalhar, de forma inconsciente, a atitude de pedir ajuda ao próximo, e assim estimular essa ação no dia a dia.

Como tudo começou

Em 2013, a pesquisadora Ana Sarrizo pensava apenas em contribuir com os portadores de TEA de Belo Horizonte, sua cidade natal. O resultado do projeto foi tão bem sucedido que um professor de Ana a aconselhou inscrever no prêmio Santander, do qual foi vencedor entre 17mil propostas voltadas para a educação. Com a premiação de R$ 100 mil e uma bolsa no curso de empreendedorismo da Babson College, uma das mais importantes do mundo, decidiu criar a Brainy Mouse Foudation, nos Estados Unidos, ficando mais próxima das mais importantes pesquisas sobre autismo.

O objetivo da Fundação é ajudar instituições do mundo inteiro, familiares e educadores, que já trabalham com crianças e adultos com TEA, produzindo games e ferramentas que vão auxiliá-los no seu progresso dia a dia. Para saber mais, basta clicar aqui.

Fotos: divulgação/razoesparaacreditar

Programa Feira Verde troca materiais recicláveis por alimentos

A cidade de Ponta Grossa, no Paraná, encontrou uma maneira de incentivar o descarte correto de pneus, que são um verdadeiro problema para o meio ambiente. Funciona assim: os moradores podem trocar pneus usados por frutas, verduras, legumes, ovos e mel, através do Programa Feira Verde.

O programa também inclui o descarte de materiais recicláveis e atualmente já existem 153 pontos de trocas desses materiais e 33 de pneus.

Para participar é fácil. Não precisa nem se inscrever! É só acessar o site do programa para ver o cronograma e os horários e ir até o local de troca. Em 2017, mais de 13 mil pessoas participaram do Feira Verde e 136 produtores e agricultura familiar abastecem o programa com os produtos que as pessoas recebem em troca.

Quatro associações de catadores de materiais recicláveis se beneficiam com o programa e existe um limite máximo de 20 quilos por pessoa.

A maneira perfeita de estimular as pessoas a pensarem no meio ambiente e de incentivar os pequenos agricultores familiares, que aumentam o seu mercado, assim como os catadores de materiais recicláveis.

Via

Ao invés de demitir, empresa alfabetiza auxiliares de limpeza

Nátaly Bonato é community manager da WeWork Paulista, um espaço de trabalho compartilhado, na Avenida Paulista, em São Paulo. Para resolver problemas de limpeza da unidade, Nátaly imaginou que um relatório seria o suficiente.

O relatório deveria ser preenchido pelos funcionários da limpeza todos os dias dizendo se a sala do cronograma tinha sido limpa e, caso não, colocar um comentário explicando o porquê.

“O relatório demorou 1 semana pra chegar e quando veio, o banheiro virou um caos. Não entendi nada e ai nos reunimos e a descoberta foi que 50% do time (terceirizado) era iletrado”, escreveu Nátaly no Facebook.

Ao invés de trocar a equipe, Nátaly teve uma ideia muito melhor: procurar nas escolas que fazem parte da WeWork alguém que pudesse alfabetizar os auxiliares de limpeza. Foi assim que ela conheceu a pedagoga Dani Araujo, da MasterTech, que topou o desafio.

As pessoas não são descartáveis. Eu não queria que alguém passasse pela minha vida sem ter o meu melhor, sem que eu pudesse tentar. Então, eu não queria que eles saíssem daqui um dia e continuassem tendo aquelas profissões por que eles não tinham escolha”, disse Nátaly em entrevista ao Razões para Acreditar.

As aulas aconteciam às terças e quintas-feiras, no horário de almoço, e duravam 1 hora e meia.  “Foi ousado participar desse projeto. Não tinha experiência com letramento para adultos. Vibrei e chorei com cada conquista que fazíamos juntos, me sinto privilegiada pelo aprendizado que eles me proporcionaram”, afirmou a pedagoga, que continuou dando as aulas mesmo depois de se desligar da MasterTech.

Cinco meses depois, Irene, Neuraci e ‘Madruga’ já conseguiam escrever uma carta. Para celebrar essa conquista, Nátaly e seu time organizaram uma formatura surpresa. “Na hora que eu vi eles vindo de beca, eu comecei a desfalecer de chorar e não só eu! Todo mundo. A gente fez na área comum da WeWork”, lembra Nátaly. “Foi muito incrível mesmo. Acho que é a melhor experiência da minha vida”.

Via